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Cartas dos Alunos “O diário de Anne Frank” - 9º Ano

Os nossos alunos do 9º ano vivenciaram uma forte emoção ao escreverem e trocarem entre si cartas baseadas na leitura do livro “O diário de Anne Frank”, o que propiciou a eles uma visão muito interessante da vida. Confira como foi fascinante essa atividade coordenada pela professora Érika.


É sempre um prazer trabalhar com o livro “O Diário de Anne Frank”. Este ano, o projeto resgatou uma forma de comunicação um tanto quanto adormecida: a carta. A proposta era fazer com que os alunos escrevessem cartas uns aos outros relatando suas impressões sobre o diário de Anne. Gostaria de parabenizar os alunos dos nonos anos por terem desenvolvido um trabalho carregado de afeto e memória. Compartilho com vocês algumas cartas escritas por eles.


Profa. Érika



Querido Zé,


Há um tempo, li o livro “O Diário de Anne Frank” sobre uma garota judia que viveu na Segunda Guerra Mundial escondida com mais sete pessoas em um Anexo Secreto. Anne sofreu bastante sem poder sair do esconderijo e, nesse meio tempo, escreveu um diário que relatava sobre sua vida durante os dois anos em que ficou lá. Ao longo do diário, você vai criando uma empatia enorme pela personagem e, ao mesmo tempo, tristeza e dor por ela porque momentos de alegria são raros.

Através desse livro maravilhoso, aprendi que gargalhar é o melhor remédio, porém Anne não tinha isso que é tão simples e importante. Aprendi também, de perto, como foi sofrida a vida dos judeus na Segunda Guerra Mundial. Um exemplo dessa situação é que Anne desenvolve um tipo de desânimo muito semelhante à depressão, porém ela nunca perdeu a esperança de fato, pois quando ela escreve "Boas notícias da invasão. Os Aliados tomaram Bayeux ..." dá para sentir um traço de alegria.

Eu acho que Anne escreveu esse diário para relatar como foi forçada a viver de forma triste, caótica e pouco saudável e para mostrar como foi dura a Segunda Guerra Mundial. Imagine você sair de sua casa apenas com algumas mudas de roupa para viver e deixar todo o resto, incluindo seu querido gato? Deve ser muito difícil!


Vítor A. Gobbi


Querida Isabela Neves,


Acabei de terminar um livro chamado ''O diário de Anne Frank''. Na minha opinião, é um livro bem interessante que conta sobre a vida de uma menina judia que passou pela Segunda Guerra Mundial, guerra que tinha como o objetivo exterminar a raça judia em relação aos alemães. O livro abrange tensões vividas pelas oito pessoas que estão escondidos em um tal Anexo Secreto, localizado no prédio do escritório do pai de Anne, e, principalmente, os sentimentos da garota.

Ao longo do livro, é perceptível a mudança de amadurecimento da menina. No começo da leitura, achava Anne uma garota metida, mimada e talvez confiante demais, porém devido ao seu desenvolvimento e mudança em relação ao seu modo de pensar, que ela mesma desenvolveu sem ajuda de ninguém, mudei de opinião e passei a achar Anne uma menina muito inteligente, corajosa e independente. A leitura deste livro me fez perceber muitos valores, apesar da pandemia em que estamos vivendo, como por exemplo: agradecer por tudo que você tem, compreender e tentar cada vez mais ser uma pessoa responsável e madura como Anne.

É possível perceber que o diário foi escrito por Anne como se fosse uma distração, uma saída temporária para tudo aquilo que estava acontecendo: a guerra, bombardeios, incêndios e muitos outros atos terríveis e amedrontadores. Lá, Anne descreve, com muitos detalhes, seus sentimentos mais profundos e até chega a conversar com o diário chamado Kitty.

Um exemplo em que Anne retrata seus sentimentos, detalhadamente, com total honestidade, é na terça-feira do dia 1º de agosto de 1944, último dia que Anne escreve em seu diário antes de ser pega pelos alemães junto com todos os familiares e amigos que estavam escondidos. Neste dia, ela relata sobre suas personalidades. Diz que é dividida em duas. Uma Anne é exuberante, petulante e alegre, além de ter a capacidade de apreciar o lado mais leve da vida, porém ninguém conhece o melhor lado de Anne, o lado mais profundo, como diz ela. Escreve também que tem medo de ser a Anne mais profunda, pois acha que as pessoas zombariam dela e a achariam ridícula e sentimental demais e, consequentemente, somente a Anne leve e superficial saberia lidar com isso, porque, na opinião dela, a Anne mais profunda é muito fraca para suportar esta situação. Ainda diz que é guiada pela Anne pura de dentro, mas por fora é uma Anne jovial, assanhada, que gargalha de tudo.

Logo, Anne termina o diário falando, indiretamente, que tentaria, apesar de seu medo, expor a Anne pura e sentimental. Analisando todo o livro, em geral, eu o recomendo, pois é um documento extraordinário que faz você pensar sobre tudo a respeito de amadurecimento e coragem, além de envolver fatos muito interessantes sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto.


Júlia Cook


Caro amigo José Alexandre,


Durante esses últimos dois ou três meses, estive lendo “O Diário de Anne Frank”. Fiquei surpreso com tudo que essa garota teve de passar, com uma força e maturidade impressionantes. Eu me identifiquei com seu jeito extrovertido e falante e, ao mesmo tempo, sensível e observador. Tive empatia por seus relatos. Aprendi muito com Anne Frank. Ela foi um exemplo de otimismo, superação e coragem. É surpreendente pensar que uma menina tão jovem conseguiu viver por dois anos, convivendo com pessoas diferentes dela, presa em um minúsculo e sujo espaço de onde não podia sair, mas, mesmo assim, conseguia extrair aprendizado de cada situação, com pensamento de que tudo daria certo.

Eu acho, Lelê, que o diário de Anne foi muito importante para que ela mantivesse sua cabeça no lugar. Ela tinha o diário como melhor amigo, em quem tinha total confiança e, por isso, ela contava tudo o que pensava e sentia. Acho que ela amadureceu muito por conta do diário. Lembro de um dia (7 de maio de 1944) em que Anne reconheceu seu erro por ter escrito uma carta mal-agradecida e malcriada para seu pai. Ela se sentiu envergonhada e concluiu que ainda tinha muito para aprender. Acho que escrevendo o diário, Anne pensava no que fazia e sempre tentava melhorar. Bom, Lelê, Anne tinha a nossa idade. Que pena não ter sobrevivido para ser uma escritora ou jornalista como queria.


Murilo


Querida Sofia Servidoni,


Durante a leitura do livro "O Diário de Anne Frank", Anne se mostra uma garota de opinião forte e decidida, porém também se mostra uma adolescente normal com indecisões e medos. Entretanto, acabei me afeiçoando a ela, tenho um sentimento de pena misturado com admiração, pois ela era muito nova quando se mudou para o Anexo Secreto. Eu não consigo me imaginar trancada vários anos em um mesmo lugar, fato que acarretou a perda da adolescência da menina, sem contar a guerra e as perseguições. Sinceramente, acredito que ela foi uma verdadeira guerreira! Com ela aprendi que, às vezes, o papel escuta e nos entende mais do que qualquer pessoa no mundo poderia fazer. Aprendi que não devemos ceder nossa opinião, pois se você acredita ou quer algo, deve lutar até o fim por isso, mesmo se nem todos acharem que irá conseguir. Ela me ensinou que podemos encontrar felicidade nas pequenas coisas, como um abraço, uma boa risada, um livro, um beijo... Acho que Anne escreveu seu diário como uma forma de desabafo, como um jeito de escapar da realidade. Acredito que a menina queria um lugar onde ela pudesse ser ela mesma, sem o julgamento de ninguém.

Um lugar onde ela fosse livre, onde pudesse organizar seus pensamentos e escrever suas frustrações. Uma das coisas que mais me encantou nela foi sua esperança. Mesmo passando por tudo, ainda se mantinha firme e forte, acreditando sempre em um futuro melhor! Ela tinha o sonho de ser uma grande escritora, porém acabou morrendo muito jovem, contudo, não foi esquecida, e eu, sinceramente, acredito que jamais será, já que realizou seu sonho através de seu diário, deixando assim sua marca no mundo! Como ela mesma dizia: "Sejamos corajosos! Vamos lembrar de nossos deveres e realizá-los sem reclamar. Haverá uma saída”.


Maria Eduarda


Querida Isabella,


Há pouco estive lendo “O Diário de Anne Frank”. Gostei muito de ler esse livro e acho que todos deveriam lê-lo. Há um trecho do diário em que Anne escreve uma carta a seu pai, dizendo que não deve prestar contas a ele e nem a sua mãe e que ela já é uma menina independente. Fiquei triste ao saber o quanto seu pai ficou chateado: “Você, que teve tanto amor de seus pais. Você, cujos pais sempre estiveram prontos para ajudá-la, que sempre a defenderam...”. Mas também há várias partes do livro em que choro de rir. Anne é uma menina realmente muito engraçada! Fico boba de ver como ela, mesmo estando presa naquele lugar, consegue dar pelo menos um sorriso por dia.

Adoro o jeito como ela vê a vida. Sabe, Bella, fico feliz em saber o quanto somos abençoadas por nunca ter passado pelo o que ela passou. Passar os dias se escondendo com medo do que pode acontecer é muito ruim, apesar de estarmos vivendo uma situação parecida com a pandemia. Sinceramente, eu acho que ela escreveu aquele diário com objetivo de ter uma amiga a quem pudesse contar tudo, mesmo que ele não pudesse ouvi-la. Eu não sei por que Anne não conversava com a irmã dela, acho que é porque são um pouco diferentes. Mas isso foi uma escolha dela. Bom, recomendo esse livro a todos. Principalmente a meninas e meninos da nossa idade, que se identificam muito com o seu modo de pensar. Às vezes, dá até um pouco de vontade de chorar, só de pensar no que ela passou, e sei também que você ficou muito triste. Eu, sinceramente, gostaria muito de ter conhecido a Anne Frank. Estou com muitas saudades, não veja hora de te ver novamente, Bella. Fique com Deus.


Com carinho, Mah


Caro Vítor,


Durante e após a leitura do livro "O Diário de Anne Frank" foi possível fazer várias reflexões sobre a vida e a nossa forma de agir. Especialmente no período de pandemia que estamos vivendo, podemos relacionar várias das experiências de Anne Frank com o isolamento social necessário nos tempos atuais. Ao ler o diário, eu consegui desenvolver um sentimento de proximidade com Anne Frank.

Na minha opinião, isso se deve ao fato de que por ela ser muito julgada por sua família e as pessoas com que convivia pela sua forma de pensar e de viver, desabafava todos os seus sentimentos no diário, como se ela se sentisse livre para demonstrar seus sentimentos ao leitor. Também acho que essa foi uma das razões pelas quais Anne Frank decidiu escrever um diário. Pelo fato de muitas vezes ela não ter com quem conversar e as pessoas ao seu redor não a compreenderem, o diário seria como alguém a quem ela pudesse contar todos os seus problemas e sentimentos sem ser julgada pela sua forma de pensar e agir.

Os ensinamentos e exemplos de vida de Anne Frank, na verdade, são quase incontáveis que dependem muito da interpretação do leitor, portanto vou citar apenas os que mais me chamaram atenção e me marcaram, por serem temas muito atuais. O livro nos mostra a importância de ser solidário, sem se importar com o que vai se ganhar em troca e, acima de tudo, ser grato ao que se tem. Um outro ensinamento que está muito presente no livro é mostrar que, na verdade, as pessoas não precisam de bens e produtos de luxo, mas sim de amor e de uma pessoa em quem possam confiar.

E por fim, os ensinamentos mais necessários, em qualquer época da vida e em qualquer situação, são aproveitar o presente ao máximo e dar valor à liberdade. Um dos trechos do livro que tem muitas relações com os parágrafos anteriores e, de que eu particularmente gostei muito, é o do dia 3 de março de 1944, em que Anne Frank diz: “Não penso na miséria, mas em tudo que é terno e maravilhoso. [...] Aquele que é feliz espalha felicidade. Aquele que teima na infelicidade, que perde o equilíbrio e a confiança, perde-se na vida”.


Um abraço, José


Querida Maria Clara,


Hoje eu gostaria de tratar com você de um livro muito importante para mim: "O Diário de Anne Frank". Agora que terminei de ler, acho que tenho propriedade para falar sobre o assunto. Durante a leitura, parece que eu me envolvi com Anne, e eu senti seus medos, suas alegrias e angústias. Tenho a sensação de que ela escreveu para mim, como se fôssemos amigas, de tanto que me identifiquei com o que ela falava, é surreal.

No final, ao ver que todos os seus sonhos estavam destruídos, eu chorei muito, de tanto que me envolvi com sua história. É realmente muito triste ver que a humanidade chega a esse ponto de matar pessoas inocentes sem motivo. Eu aprendi muita coisa com o diário dela: a levar a vida com mais leveza, a pensar nas coisas boas ao invés das ruins, a ser extremamente grata por tudo que Deus e meus pais me proporcionam na vida e a pensar diferente. Eu amadureci durante essa quarentena mais do que eu esperava, então senti que ela me entendia perfeitamente ao descrever exatamente aquilo que eu sinto. Por um tempo, eu fiquei pensando por que Anne tinha escrito seu diário.

Agora cheguei a uma conclusão: ela se sentia sozinha e precisava urgentemente de um lugar para desabafar. Eu a entendo, já escrevi vários diários quando era pequena contando coisas que não queria contar às pessoas por medo de me julgarem. Acho que foi isso que ela sentiu. Mas, o diário de Anne serviu para termos noção dos horrores absurdos praticados contra os judeus e como eles tinham que viver para não passarem por isso. É um registro de guerra importantíssimo. Ela me encorajou a fazer o mesmo: vou começar um diário para relatar essa vida de pandemia, quarentena e incertezas. Assim, no futuro, vou poder contar sobre esse acontecimento histórico para meus filhos e tenho certeza de que iremos dar boas risadas.

Para finalizar, quero lhe mostrar um trecho do diário de Anne e explicar por que esse livro foi tão importante para mim. "Meu conselho é: Saia, vá para o campo, aproveite o sol e tudo que a natureza tem para oferecer. Saia e tente recapturar a felicidade que há dentro de você; pense na beleza que há em você e em tudo ao seu redor, e seja feliz". Esse trecho, em especial, me marcou muito porque, antes de ler o diário, não pensava assim, e estava muito triste por causa da quarentena, de tantas mortes causadas pelo vírus e de estarmos perdendo o nono ano por que esperamos tanto e ansiosamente.

Porém, conforme fui lendo o livro, minha visão sobre o mundo e as coisas da vida mudaram completamente, e eu comecei a pensar o mesmo que ela e a ver que tenho de ser grata por tudo e, até mesmo pelas pequenas coisas, que, às vezes, não damos tanta importância, mas que sentimos muita falta quando perdemos, como um abraço, por exemplo. Mas até aí pode parecer tudo normal, mas não: eu comecei a pensar isso antes mesmo dela falar sobre esse assunto no diário! É isso que eu acho incrível e que significa muito para mim. Pode parecer bobagem, mas isso mudou minha vida para muito melhor: agora, ao invés de ficar triste, eu fico feliz e grata pelas coisas, o que melhora a vida demais, acredite! Experimente fazer isso também, tenho certeza de que vai te ajudar muito.


Isabella A. Assef


Caro Thiago,


Após a leitura de um grande clássico, o livro “O diário de Anne Frank”, eu tenho uma nova visão da minha vida, com novas reflexões, ainda mais nessa quarentena que estamos vivendo. Eu pensei sobre e vi que nós devemos dar mais valor à vida, pois ela é uma só. Nós também devemos agradecer todos os dias por sermos abençoados e privilegiados, com várias oportunidades que nem todos podem ter. Enquanto estou podendo estudar, me alimentar e muito mais, infelizmente outras pessoas não têm essa chance, e essa é a grande e triste realidade do mundo em que vivemos hoje em dia.

Durante a leitura, percebi que Anne era uma garota muito simpática e esforçada e fazia de tudo para que as pessoas que estavam ao seu redor se sentissem bem. Eu já tinha muita empatia por ela, e acredito que você também, pois ela nos faz refletir sobre várias coisas. No começo, quando foi para o Anexo Secreto, ainda era muito imatura, mas com o tempo, podemos perceber que ela cresceu, amadureceu muito em sua adolescência e mudou seus modos de pensar e agir. Anne sempre foi também muito guerreira, e com pensamentos positivos do início ao fim. Por esses e outros motivos, acabei me apegando à personagem. Agora falando sobre o motivo de Anne ter escrito seu diário, em minha opinião, foi para passar seu tempo no Anexo, onde estava se escondendo, pois lá não tinha muita coisa para fazer, e Anne se divertia dessa maneira.

Também acho que o diário foi uma forma de desabafo da garota, que estava na adolescência, uma fase muito difícil em que todos percebem mudanças no corpo, na voz, nos modos de pensar e agir também. Anne contava tudo a Kitty, a quem confiava todos os seus sentimentos e pensamentos que viveu naquele período tão árduo de sua vida.

Sobre a passagem do diário, no dia 7 de março de 1944, a mensagem que ela nos passa vai ao encontro de tudo o que eu disse sobre a garota, por ela ter sido sempre foi muito esforçada e guerreira. No começo desse dia, Anne nos conta que quando lembra de sua vida em 1942, pensa que tudo parecia irreal, era uma Anne completamente diferente, que vivia despreocupada e podia fazer tudo. Ao longo desse dia, Thiago, ela reflete sobre como era sua imagem na escola, e sobre várias outras coisas. Ela revive todo o tempo em que passou no Anexo, mas como disse, ela tem pensamentos positivos do começo ao fim, e faz de tudo para alegrar a todos. Uma frase de Anne que deixa bem claro isso é a seguinte: "E quem é feliz, faz feliz os outros. Aquele que tem fé e coragem jamais perecerá na desgraça”.


Atenciosamente, Caetano


Cara Elisa,


Após a leitura do Diário de Anne Frank, posso dizer que agora tenho uma nova perspectiva e opinião sobre o meu entorno, relacionando o que Anne passou à forma como vivo hoje. Observando a trajetória nesses dois anos da personagem e vendo as situações com que Anne teve que lidar, cheguei a sentir que era como se eu estivesse lá no Anexo, apenas como uma observadora, porém junto a ela e aos outros integrantes, de tal forma que eu conseguia sentir muitas vezes o que Anne sentia. Agora é como se eu a conhecesse, de fato. Eu a ''conheci'' no decorrer do livro de uma forma tão boa, e ao mesmo tempo, tão estranha, que passei a considerá-la minha amiga e observei sua trajetória, junto com seu crescimento e amadurecimento. Criei uma forte admiração por ela, além de carinho.

Ela foi a pessoa mais valente que eu já conheci na minha vida, além de possuir uma opinião forte, mesmo sem ter a intenção de ferir ou humilhar os outros - essa é uma das melhores características que alguém pode ter, na minha opinião. Eu a acho extremamente inteligente. Também me identifiquei muito com ela em algumas passagens e cheguei até, muitas vezes, a me imaginar em seu lugar na história. Anne era uma garota muito ''intensa'', e às vezes, me sinto assim. Aprendi com Anne Frank a ser uma pessoa espontânea e sempre tentar tirar algo bom de todos momentos da minha vida, sejam eles felizes ou não, e o principal: ter coragem; enfrentar os obstáculos da minha vida com a cabeça erguida e sem perder as esperanças. Também estou dando mais valor às pequenas coisas ao meu redor e percebendo que a minha vida é muito boa, algo que muitas vezes não percebo ou esqueço. E principalmente após a leitura, me sinto uma pessoa muito privilegiada, e sou muito grata por isso!

Acho que a garota escreveu o diário com a intenção de dizer tudo que sentia com segurança, ele seria como uma amiga com quem ela poderia desabafar sempre que quisesse, tanto que ela se referia ao diário como ''Kitty'', além de ter a intenção de guardar alguns momentos importantes que viveu em um lugar seguro, assim não teria perigo de esquecer certas situações ao escrevê-las. Uma passagem do livro que me marcou foi a carta que Anne escreveu ao seu pai no dia 5 de maio de 1944. Cada palavra foi importante, mas o que mais me tocou foi a seguinte parte: '' [...] minha luta foi dura, amarga, e muitas lágrimas derramei até me tornar independente como sou agora''. Mesmo depois, com ela se arrependendo de tê-la escrito e mostrado a Pim, consegui perceber que Anne, mesmo tendo feito isso por impulsividade, realmente sentia essas coisas que colocou no papel. Ela mostrou que todos esses momentos ruins de desespero por que passou a fizeram uma pessoa mais madura!


Com carinho, Isa :)


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